
Claudia Mel tinha cinco anos de convivência com os proprietários do Circo do Fuxiquinho, acostumada a dormir na mesma cama que os tutores e a transitar livremente no entorno da estrutura mambembe.
Durante a apresentação da última quarta-feira em Baraúna, no entanto, a cadela, uma mistura de raça com pelagem similar à de um husky siberiano e focinho rosado, não retornou de uma de suas saídas habituais. A ausência motivou buscas por ruas do município, checagem de imagens por drone e apelos em redes sociais ao longo da madrugada e da manhã seguinte.
As buscas encerraram-se com a localização dos restos mortais do animal no acostamento da rodovia RN-015, nas proximidades do conjunto habitacional Casas da Caixa, neste sábado (3). O corpo apresentava partes desmembradas e espalhadas pela vegetação nativa daquela área. Na pista, vestígios de sangue e fricção de pelos indicam a ocorrência de um atropelamento prévio, mas a condição do cadáver constatada no local evidenciou intervenção mecânica posterior.
A carcaça do animal foi encontrada sem a estrutura óssea e os órgãos internos. Cortes contínuos ao longo do abdômen e dos membros inferiores permitiram a retirada completa do esqueleto, restando predominantemente a camada de pele e pelagem, além de marcas de queimadura na parte interna do tecido do corpo.
A confirmação da identidade ocorreu após os tutores e policiais limparem os restos recolhidos na margem da estrada. Uma cicatriz no focinho e a permanência da coleira dada por uma familiar confirmaram tratar-se da cadela do circo. A Polícia Civil abriu procedimento investigativo a partir do registro do boletim de ocorrência para apurar as circunstâncias do atropelamento e a autoria das mutilações.
Ativistas da associação local Amigos dos Animais organizam atos no município para acompanhar o andamento do caso junto às autoridades policiais. “É um dia de luto para Baraúna.”, falou Mariana, uma das ativistas da causa animal atuante na cidade





















