Hoje completam-se 6 meses da morte do empresário Lais Nunes e a família ainda aguarda uma decisão da justiça em relação ao caso

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Hoje terça feira 19 de janeiro de 2021, completam-se 6 meses em que o empresário Lais Nunes, da Rede 10 de Supermercados, foi atropelado e morto na BR 304, proximidades da Base 34 da Petrobrás, no Bairro Sumaré em Mossoró na região Oeste do Rio Grande do Norte. O caso aconteceu no dia 19 de junho de 2020, quando o empresário pedalava em sua bicicleta, quando um motorista de aplicativo supostamente em alta velocidade, possivelmente tentou desviar de um radar para evitar ser multado e pegou o ciclista no acostamento da rodovia (relembre o caso AQUI)

O delegado de Polícia Civil Dr. Edvan de Queiroz, responsável pela investigado do caso, concluiu o inquérito e o remeteu ao Ministério Público Estadual e a família da vítima alega que até o momento nada foi resolvido e que o motorista atropelador continua impune. Os familiares aguardam, no entanto um posicionamento do judiciário, para que o acusado seja denunciado e julgado.

Uma perícia particular foi contratada pelos familiares de Lais Nunes e realizada no local do acidade e as evidências de imprudência por parte do motorista atropelador ficaram claras após o trabalho pericial. Veja a conclusão da perícia:

5. CONCLUSÕES DA PERÍCIA 

* Tendo em vista esclarecer os fatos que envolvem o processo e a V.Ex.ª Julgadora de elementos suficientes no sentido de permitir o ajuizamento da lide, seguem as conclusões obtidas a partir da análise de todos os elementos deste procedimento pericial: O local do acidente foi a aproximadamente 50 metros do redutor de velocidade, totalmente na faixa do acostamento da rodovia ao lado da defensa, no dia e hora do acidente pudemos constatar que:

* A rodovia encontrava-se em perfeitas condições de uso, o local onde ocorreu o acidente é praticamente plano, o motorista conduzia o veículo no sentido oeste-leste (ou seja, não há possibilidade de ofuscamento), o motorista conduzia o veículo com manobra arriscada, pois, como o veículo estava sendo conduzido a uma velocidade de aproximadamente 120,00 km/h e o mesmo não foi multado conclui-se que o veículo estava sendo conduzido totalmente na faixa de acostamento (conforme consta na figura 05).

  • * Nesta situação não houve chance de defesa do ciclista, e assim pode-se descaracterizar sua alegação de “distração”, pois, se o veículo estivesse sendo conduzido na faixa de rolamento como alega o condutor o mesmo teria colidido também com a defensa, porém, não houve esta possibilidade.

O Perito coloca-se a disposição de vossa Excelência para os esclarecimentos que se façam necessários.

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19/01/2021

Postado às 09:13